Em certa ocasião, Ma-tsu e Po-chang tinham saído a dar um passeio, quando viram passar voando um bando de patos-bravos.
"O que são?", perguntou Ma-Tsu.
"Patos-bravos", disse Po-chang.
"Para onde vão?", inquiriu Ma-tsu.
Po-chang replicou: "Já voaram para longe."
De súbito, Ma-tsu agarrou Po-chang pelo nariz, e torceu-lho até ele gritar de dor.
"Como podem eles", gritou Ma-tsu, "ter voado para longe?"
Este foi o momento do acordar de Po-chang.
In "O Budismo Zen" de Allan W. Watts, Editorial Presença.